Céu limpo, vento suave - cheiro de amaciente, crianças sorrindo, ciranda, velhinhos simpáticos jogando migalhas aos pombos.
O que é meu amigo?
Provavelmente o Juízo Final desfarçado de domingo.
Vendo um baú de antigos amores, onde guardo também algumas saudades, sorrisos, gargalhadas. Tem também algumas piadas sem graça, duas luas, um barulhinho de mar e o tom laranja que sempre gostei nas tardes – posso por um ou dois poemas leves. Certamente nele está o meu Calcanhar de Aquiles, meu músculo passional, meu trunfo falho em preto e branco, como um longa do cinema mudo: coração mudo. E vai de brinde.